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Artigo Original

Características dos pacientes que apresentaram queimadura de face em hospital de referência na região amazônica

Characteristics of patients with facial burns in a reference hospital in the Amazon region

Gabriela Martins de Lima1; Arthur da Silva Medeiros2; Fabiano José da Silva Boulhosa3; Julia de Mello Ramirez Medina4; Kéven Lorena de Paula Gonçalves5; Leonardo Ramos Nicolau da Costa6; Paola Katherine Esteves da Silva7; Patrícia Gazel Picanço7; Rafaela Cordeiro de Macêdo8; Rodrigo Cardoso da Silva9; Tereza Cristina dos Reis Ferreira10

RESUMO

OBJETIVO: Identificar as características dos pacientes que apresentaram queimaduras de face no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência.
MÉTODO: Estudo de abordagem quantitativa, do tipo observacional, retrospectivo e descritivo. Foram consultados 47 prontuários de internações de agosto de 2010 a maio de 2012 e coletados dados por meio de ficha contendo dados referentes a identificação, história da doença, exames complementares e tempo de internação. Os dados foram analisados por meio de médias, frequência e tabulação das variáveis de interesse.
RESULTADOS: O sexo masculino foi o mais acometido, entre a faixa etária de 18 a 40 anos, sendo que 40,4% apresentaram lesão inalatória e a exposição a líquidos inflamáveis como principal agente causador, acarretando em sua maioria lesões de 2º grau e apenas 32% realizaram broncoscopia. A média de internação foi menor que 30 dias, havendo 46 altas e apenas um óbito.
CONCLUSÃO: Identificou-se que 51% da amostra sofreu lesão inalatória associada à queimadura de face, sendo os adultos jovens do sexo masculino o grupo mais acometido. Tais dados são importantes para o conhecimento da comunidade científica e para que sejam difundidos programas de prevenção a grupos de risco para este tipo de lesão, já que esta é a melhor forma de evitar as queimaduras e suas complicações.

Palavras-chave: Queimaduras. Face. Lesão por Inalação de Fumaça.

ABSTRACT

OBJECTIVE: To identify the characteristics of patients with facial burns at the Burns Treatment Center of the Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência.
METHOD: The study was a quantitative approach, observational, retrospective and descriptive. Analyzed 47 medical records during the period from August 2010 to May 2012. Data were collected related to identification, history of the disease, laboratory tests and length of stay, among others. Data were analyzed using mean, frequency and tabulation of the variables of interest.
RESULTS: Males were the most affected, between the age group of 18 to 40 years, and 40.4% had inhalation injury having as the main causative agent exposure to flammable liquids, resulting mostly injury 2nd degree and only 32% underwent bronchoscopy. The average hospital stay was less than 30 days, with 46 discharge and only one death.
CONCLUSION: These data are important for understanding the scientific community and that prevention programs are broadcast to risk groups for this type of injury, identified as males, aged 18-45 years, mostly suffered second degree injuries, generating an average hospital stay less than 30 days, with only one death.

Keywords: Burns. Face. Smoke Inhalation Injury.

INTRODUÇÃO

Queimadura pode ser definida como toda lesão ocasionada por agente térmico, químico, elétrico ou radioativo na pele, que por sua vez pode levar a uma destruição parcial ou total da mesma, podendo até atingir tecidos mais profundos, como subcutâneo, músculos, tendão e ossos1.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Queimaduras estima que ocorram em torno de 1.000.000/ano acidentes com queimaduras. Desses, 100.000 pacientes procurarão atendimento hospitalar e cerca de 2.500 poderão vir a falecer, direta ou indiretamente, em decorrência das lesões. De acordo com o Centro de Tratamento ao Queimado do Rio Grande do Norte, durante os anos de 2005 a 2009, foi registrado um aumento de 47% no número de casos de queimaduras2.

A queimadura é considerada um trauma grave, com repercussões sociais de saúde pública brasileira e econômica, na qual somente 37% dos pacientes queimados retornam ao trabalho, tendo esta porcentagem direta relação com a área total queimada. Desta forma, pode-se afirmar que as queimaduras estão entre as principais causas de morbidade e mortalidade, principalmente quando atingem crianças menores de 5 anos e adultos acima de 65 anos, constituindo um trauma de grande complexidade e de difícil tratamento3-6.

O cuidado do paciente queimado deve ocorrer de forma multidisciplinar, uma vez que a queimadura destaca-se entre as patologias mais incapacitantes, principalmente quando acomete locais como mãos e face3-5,7.

Quando a queimadura atinge regiões como a face e o pescoço, a mesma é considerada grave, necessitando de atenção especial, em virtude da facilidade de evolução para complicações, tais como: infecções, retrações cicatriciais importantes e comprometimento das estruturas da face8,9.

Outro agravante da queimadura de face é a inalação por fumaça, que pode gerar edema na mucosa traqueobrônquica, manifestada por rouquidão, estridores, dispneia, broncoespasmo e escarro com fuligem, que são fatores prejudiciais à permeabilidade das vias aéreas, podendo levar à insuficiência respiratória, caracterizando o quadro de lesão inalatória, contribuindo para uma piora no prognóstico e para o aumento da morbidade e mortalidade dos pacientes queimados7.

Atualmente, a lesão inalatória é a principal causa de morte nos pacientes queimados, sendo presente em cerca de 33% dos pacientes que têm queimaduras extensas, com seu risco crescendo progressivamente de acordo com o aumento da superfície corpórea queimada. A presença de lesão inalatória, por si só, aumenta em 20% a mortalidade associada à extensão da queimadura10.

O local de ocorrência e o agente causal são de extrema relevância para avaliação do risco de lesão das vias aéreas. Uma vez suspeitada a lesão inalatória, o paciente deverá ser rigorosamente monitorado e submetido a exames para avaliação de vias aéreas superiores e traqueia. Nesses casos, a broncoscopia proporciona um diagnóstico mais preciso, uma vez que alterações anatômicas no trato respiratório sempre precedem as alterações de troca gasosa11,12.

Apesar da gravidade, quando não associadas a lesão inalatória, as queimaduras de face, em geral, cicatrizam bem. Em lesões de segundo grau, por exemplo, a cicatrização ocorre em torno de 10 dias, sem deixar sequelas significativas11.

Mesmo sendo clara e estreita a relação das queimaduras de face com a lesão inalatória, além do aumento da incidência deste tipo de lesão em centros de tratamento de queimados no país, inclusive no primeiro Centro de Tratamento de Queimados da Região Norte, este ainda é um tema pouco explorado no meio científico13.

Sendo assim, evidencia-se a relevância de ser desenvolvido um estudo com esta abordagem, pois além de dar subsídios para futuras pesquisas, o levantamento de dados clínico-epidemiológicos também é importante para a organização de unidades especializadas no tratamento de pacientes portadores de queimaduras, haja vista que existem poucos centros especializados no atendimento de queimados, portanto, muitas das vítimas de queimaduras são internadas em hospitais que não estão equipados para atendê-las13.

Dessa forma, este trabalho possui o objetivo de identificar características dos pacientes com este tipo de lesão, permitindo conhecer informações específicas desta problemática, possibilitando intervenção quanto à mortalidade e as sequelas decorrentes destas lesões.


MÉTODO

Realizou-se um estudo de abordagem quantitativa, do tipo observacional, retrospectivo e descritivo, no qual foram utilizados como fonte de informação para a coleta de dados os prontuários dos pacientes. A pesquisa foi realizada no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), situado na região metropolitana de Belém, referência em tratamento de queimados na região Amazônica.

O estudo recebeu aprovação do Comitê de Ética do Centro Universitário do Pará com CAAE 01840612.3.0000.5169, o acesso aos prontuários foi viabilizado pelo Serviço de Arquivo Médico e Estatístico (SAME) do HMUE e, após assinatura de Termo de Consentimento de Utilização de Dados (TCUD), foram obtidos os registros de todos os pacientes internados no período de agosto de 2010 a maio de 2012.

Foram inclusos pacientes com diagnóstico exclusivo de queimaduras de face, de ambos os sexos, com faixa etária acima de 18 anos. Foram excluídos os pacientes com diagnóstico diferente do preconizado pelos autores da pesquisa, bem como aqueles que apresentassem diagnóstico de queimadura de face associado a outras queimaduras, além dos pacientes com informações incompletas nos prontuários.

No período em questão, foram internados 652 pacientes no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, dos quais foram selecionados apenas 47 prontuários que atendiam aos critérios propostos pelos autores.

Os dados foram registrados em ficha elaborada pelos autores, na qual foram coletadas as variáveis: sexo, faixa etária, agente causal e grau da queimadura, presença de lesão inalatória, realização de broncoscopia, período de hospitalização e desfecho clínico, se alta hospitalar ou óbito.

Após a coleta dos dados, estes foram digitados e tabulados em banco de dados utilizando-se o programa Microsoft Office Excel®2007, sendo a análise estatística feita por meio de médias, frequências e tabulação das variáveis de interesse, através das quais foram elaborados os gráficos.


RESULTADOS

De acordo com os dados estudados, obteve-se uma amostra de 47 prontuários, observou-se que 33 eram do sexo masculino, e 14 do sexo feminino (Tabela 1).




Ao analisar as variáveis de agentes causais das queimaduras de face segundo faixa etária (Gráfico 1), observou-se que as lesões de face foram mais frequentes na faixa etária de 18 a 40 anos, sendo as explosões por líquido inflamável as que tiveram maior incidência (42,6%), acompanhados de acidentes por explosão de gases (12,8%), chama direta e eletricidade (8,5%). Na faixa etária de 41 a 60 anos, acidentes por explosão de líquido inflamável, foram a principal causa de registro de queimaduras de face (10,6%), seguido de acidentes por explosão de gases (6,4%) e eletricidade (4,3%).


Gráfico 1 - Agente causal das queimaduras de face segundo faixa etária dos casos atendidos no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, Ananindeua - Pará. 2012.
Fonte: Pesquisa de campo, 2012.



Já na faixa etária de 61 a 80 anos, as queimaduras de face tiveram sua causa relacionadas igualmente a acidentes decorrentes de explosões de líquido inflamável e gases (2,1%), não havendo nenhum registro para as demais causas. Logo, em todas as faixas etárias, o principal motivo de queimadura em face foram acidentes com líquido inflamável, totalizando 55,3% dos casos da amostra.

Quando verificado o grau das queimaduras de face, as queimaduras de 2º grau foram as mais recorrentes, em 38% dos casos. A segunda maior incidência foi de pacientes que apresentaram queimaduras de 1º e 2º graus concomitantes, o que representou 32% da amostra (Gráfico 2).


Gráfico 2 - Grau da queimadura de face no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, Ananindeua - Pará.
Fonte: Pesquisa de campo, 2012.


Ao analisar-se a incidência de lesão inalatória em relação ao sexo (Gráfico 3), observou-se que a ocorrência de lesão inalatória também foi maior no sexo masculino (40,4%), enquanto que o sexo feminino apresentou somente 10,6% dos casos. A broncoscopia, exame padrão ouro para o diagnóstico de lesão inalatória nos pacientes com queimaduras de face, foi realizada em apenas 32% da amostra (Gráfico 4).


Gráfico 3 - Relação sexo x lesão inalatória no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, Ananindeua - Pará.
Fonte: Pesquisa de campo, 2012.


Gráfico 4 - Pacientes com queimadura de face que foram submetidos à broncoscopia no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, Ananindeua - Pará.
Fonte: Pesquisa de campo, 2012.



Quanto ao tempo de internação dos pacientes com queimaduras de face (Gráfico 5), observou-se que 85% destes tiveram tempo de internação inferior a 30 dias.


Gráfico 5 - Tempo de permanência dos pacientes que apresentaram queimaduras de face no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, Ananindeua - Pará.
Fonte: Pesquisa de campo, 2012.


No que diz respeito à conduta de saída do hospital, houve 32 altas hospitalares (68,1%) correspondentes ao sexo masculino, com apenas um registro de óbito (2,1%); ao passo que, no sexo feminino, houve 14 altas hospitalares (29,8%), sem registro de óbitos (Tabela 2).




DISCUSSÃO

Dentre os problemas relacionados à saúde pública, as queimaduras vêm se destacando por estarem entre os traumas mais graves, uma vez que podem resultar em limitações, deformidades, reações psicológicas adversas, levando a repercussões psicossociais, afetando o paciente e o meio onde vive. A epidemiologia destas lesões varia de acordo com questões sociais, circunstâncias individuais e práticas culturais; alguns autores apontam que cerca de 90% dos acidentes envolvendo queimaduras ocorrem em países de baixomédio desenvolvimento, onde os meios essenciais para prevenção e tratamento de tais lesões são deficientes4,14-16.

A maioria dos pacientes internados no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, localizado em Ananindeua, região metropolitana de Belém (PA) foram do sexo masculino, atribuindo também a este público a maior incidência de queimaduras de face com lesões inalatórias, achado semelhante a diversos estudos na literatura nacional4,17.

Segundo pesquisa realizada nacionalmente, os homens trabalham em maior quantidade em serviços que exigem esforço físico, estão expostos a maiores riscos de acidentes, como trabalho na rede de eletricidade, manipulação de substâncias químicas, combustíveis, acidentes automobilísticos e tráfico de drogas, tornando esta população a de maior risco4.

Neste estudo, foi possível observar que a maior causa de queimaduras de face em ambos os sexos ocorreu por explosão de líquido inflamável, mais frequente na faixa etária de 18 a 40 anos. Outros estudos também destacaram a faixa etária mais atingida como a de 20-39 anos, normalmente composta por população economicamente ativa, ocasionando problemas de ordem econômica e social, uma vez que muitas vezes esses indivíduos são os responsáveis pela fonte de renda da família4,17,18.

Em muitos casos, as queimaduras provocam sequelas permanentes que podem ser físicas ou psicológicas, transformando-se até em traumas psicológicos ou condições crônicas de saúde, uma vez que, além da própria identidade estar integralmente ligada à aparência facial, várias das nossas funções básicas (visão, audição, fala, fonação, deglutição e respiração) podem ser comprometidas por cicatrizes ocasionadas por queimaduras4,18.

O álcool foi identificado como o principal agente causador das queimaduras; estudos com achados semelhantes atribuem esses acidentes ao uso indiscriminado deste produto, principalmente nos domicílios, pelo fácil acesso da população em adquiri-lo e desconhecimento dos riscos de acidentes17,19.

Tal predomínio na região Norte acontece em virtude da larga utilização de substâncias inflamáveis como álcool, gasolina, diesel e querosene, em lamparina e lampiões, sobretudo em municípios do interior, onde a inexistência ou interrupção de energia elétrica comumente se faz presente, oferecendo risco iminente aos indivíduos, especialmente os homens, os principais encarregados desta ação. Desta forma, destaca-se a importância da educação em saúde, em que os profissionais de saúde realizem orientações aos pacientes, familiares e sociedade em geral sobre os perigos e cuidados que se deve ter ao utilizar a combinação líquido inflamável e fogo17.

Em relação à profundidade das lesões de queimadura em face, em estudos anteriores a queimadura de 3º grau foi a de maior prevalência, em virtude de estar associada à explosão de líquidos inflamáveis, fato que acarreta lesão tecidual profunda. Nesta pesquisa, entretanto, o grau mais prevalente das queimaduras foi o 2º, achado semelhante a um estudo epidemiológico realizado em Sergipe, onde estiveram presentes em 83,86%. Entretanto, sabe-se que alguns serviços apresentam dificuldades no registro de dados precisos a respeito da profundidade das lesões, pelo fato de alguns profissionais registrarem apenas as queimaduras de maior profundidade, quando existem graus diferentes de lesões em um mesmo paciente14,17,20.

Apesar da broncoscopia ser o exame padrão-ouro para o diagnóstico de lesão inalatória, e vários autores demonstrarem a importância da indicação do exame de maneira precoce nestes pacientes, apenas 32% da amostra realizaram o exame, sendo a maioria (64%) não submetida ao mesmo, resultado semelhante ao estudo realizado acerca do lavado broncoalveolar em vítimas de queimaduras faciais graves, no qual foram inclusas 78 vítimas de queimaduras que apresentavam sinais de lesão de face e possível lesão por inalação de fumaça, porém, apenas 18 foram submetidos à broncoscopia12,21.

Levando em consideração o tempo de internação e o número de óbitos, não houve lesões inalatórias graves, haja vista que a média de internação foi menor que 30 dias, sendo esse valor próximo ao encontrado por outros autores. Em outras pesquisas que apresentaram uma casuística maior, observou-se que o tempo de permanência nos serviços de tratamento de queimados foi prolongado11,12. Em relação ao número de óbitos, em nosso estudo foi observado apenas 1 óbito, o que representou 2,1% da amostra; ao passo que em estudo que analisou o lavado broncoalveolar de pacientes com queimadura de face em dois centros de tratamento de queimados do município do Rio de Janeiro, o desfecho óbito representou um total de 8,97% da amostra, o que pode ser explicado pelo fato de que nesse estudo foram inclusos apenas queimaduras de face consideradas graves, enquanto em nosso estudo foram recrutados pacientes com diagnóstico de queimadura de face4,21-23.

A eficiência do atendimento, somada à sistematização do atendimento com base em protocolos clínicos, que estão sob supervisão contínua, contribui para que se exista um menor tempo de internação, bem como menores taxas de mortalidade, como encontrado nesta investigação.


CONCLUSÃO

Os casos de queimaduras de face seguem o perfil descrito na literatura nacional, com algumas divergências devido às peculiaridades da região amazônica, tendo como principal alvo os indivíduos do sexo masculino, na faixa etária de 18 a 40 anos, sendo os principais agentes etiológicos o líquido inflamável, seguido em menor proporção das queimaduras por descarga elétrica. As queimaduras de 2º grau foram as mais frequentes e a lesão inalatória foi observada em 51% da amostra; na qual apenas 1 paciente foi a óbito.

Tais dados são importantes para o conhecimento da comunidade científica e apontam a necessidade de que sejam difundidas estratégias de prevenção e promoção de saúde, não esquecendo também da atenção secundária e terciária à saúde, para que sejam incrementadas estratégias de intervenção, principalmente no que concerne à fisioterapia respiratória, uma vez que esta atua diretamente no cuidado aos pacientes criticamente enfermos e portadores de lesão pulmonar induzida pela inalação de fumaça.


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1. Mestranda, coordenadora do serviço de Reabilitação do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, Belém, PA, Brasil
2. Fisioterapeuta graduado pelo Centro Universitário do Pará, Belém, PA, Brasil
3. Mestrando, preceptor do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde em Urgência e Emergência no Trauma - Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brasil
4. Pós-graduada pelo Programa de Residência Multiprofissional em Oncologia no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Belém, PA, Brasil
5. Especialista, preceptora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde em Urgência e Emergência no Trauma - Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brasil
6. Mestre, coordenador do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde em Urgência e Emergência no Trauma - Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brasil
7. Fisioterapeuta Residente do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde em Urgência e Emergência no Trauma- Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brasil
8. Mestranda, preceptora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde em Urgência e Emergência no Trauma - Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brasil
9. Especialista, fisioterapeuta do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, Belém, PA, Brasil
10. Doutoranda em Ciências da Reabilitação (UNINOVE), Mestre em Saúde, Sociedade e endemias na Amazônia (UFAM), Docente do Centro Universitário do Pará e da Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brasil

Correspondência:
Gabriela Martins de Lima
Tv. Vileta, 685/apto.306; Pedreira
Belém, PA, Brasil - CEP: 66085-710
E-mail: gabimlima@gmail.com

Artigo recebido: 2/6/2015
Artigo aceito: 7/8/2015

Local de realização do trabalho: Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência - HMUE, Ananindeua, PA, Brasil. Não houve fontes de financiamento ou potenciais conflitos de interesse.

Resumo apresentado como pôster no VIII Congresso Brasileiro de Queimaduras, Florianópolis (SC), 2012.

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